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Entrevista com a protagonista Kim Dickens

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Como você se envolveu com a série?

Eu fui para o processo de seleção sem saber nada sobre The Walking Dead. Eu sabia da popularidade do programa, mas nunca tinha assistido. Perguntei a eles o que eu deveria fazer para me preparar para a audição, e os produtores disseram: “Nada. Não assista The Walking Dead “.

Você acha que ao assistir The Walking Dead teria sido benéfico ao seu personagem?

Eu não quero que meu personagem tenha uma ideia de como é este mundo apocalíptico. Eu não quero ter uma ideia na minha cabeça para me atrapalhar. Eu estou esperando para assistir a série, porque eu não quero ter um conhecimento como o dos fãs.

Madison é a melhor personagem na qual já trabalhei! Sinto-me feliz por ter representado personagens realmente interessantes na minha carreira, porque há muitas diferenças entre todos eles. E a ação é fantástica também – exige muito preparo físico e uma grande dose de diversão.

Como é trabalhar em algo tão secreto?

É assustador! Eu dizia coisas e acordava no meio da noite pensando no que tinha dito. É difícil, mas é emocionante.

Por que as pessoas vêm nesta família algo de comum a delas?

O que torna esta família tão vulnerável a comparações é o fato de que são dois lares desfeituosos que se unem para tentar formar uma família novamente. Não é uma tarefa fácil. Há uma abundância de divórcios reestruturados, novas famílias, em todo lugar, e o público vai se identificar com essas lutas.

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Como está esta família no início da série?

Nós encontramos esta família no início da queda da sociedade. Eles vivem as lutas cotidianas, o dia-a-dia, como “todos nós”, e ainda assim, de repente, eles estão enfrentando o início do apocalipse. Ninguém tem uma resposta; tudo está fora de controle, e é horrível. Eu acho que é o pior pesadelo para a maioria das pessoas, com qualquer desastre natural, é o fato de não termos nenhum controle, nenhum conhecimento, nenhum poder, e no show não temos nada dessas coisas. Todos nós poderíamos morrer, e os nossos vizinhos estão mudando, bem na nossa frente. Eles não se parecem com criaturas de outro mundo – eles se parecem com um de nós. Os “caminhantes” em nossa série são “mais recentes.” Eles são mais reconhecíveis como humanos, como um de nós; eles apenas se parecem um pouco diferente, e isso é mais assustador.

O que vai ser diferente para os fãs de The Walking Dead quando assistirem Fear?

Quanto aos personagens, estamos mais atrasados que o público. Nós não temos nenhuma informação que eles têm, então eu imagino que o público vai estar gritando para nós, através da televisão, nos dizendo “Não vá lá!”. Mas eu acho que eles também têm compaixão por esses personagens que estão lutando e usando todos os seus instintos para descobrir e resistir a essas circunstâncias. Vai ser interessante observar dessa maneira.

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O que está no centro da história?

Eu acho que o coração da história é a família, e as situações enfrentadas por elas. Como as circunstâncias desafiam o centro destas famílias e o que pode uni-las ou separá-las. Eu acho que para Madison, trata-se principalmente de como salvar sua família, e o pior que poderia acontecer seria perdê-los.

Qual é o medo de Madison, antes do conhecimento do percebido surto?

Ela tem receio de que sua família imperfeita seja um impedimento, e alguém como Travis pode não querer lidar com todas as questões pertinentes a relação. Eu acho que esses são os seus medos e inseguranças. Felizmente Travis é do tipo “topa tudo”. Travis e Madison estão nesta luta juntos. Nós estamos sobrevivendo, mesmo antes do apocalipse. Desta forma esse desastre pode mantê-los juntos – ou não.

Como é trabalhar com Adam Davidson como diretor?

Eu adoro o Adam Davidson. Ele dirigiu o programa piloto e os episódios dois e três. Ele é um diretor incrível. Trabalhei com ele pela primeira vez em Deadwood, e, em seguida, em Treme. Ele é um diretor muito compassivo e também foi ator. Ele estudou com Stella Adler, e por isso tem algumas idéias muito boas, e também nunca se esquece de qualquer momento único para o ator. Ele mantém as coisas realmente humanas e reais em cada momento. Ele é muito perceptivo e mantém os personagens muito inteligentes. Há muito amor criativo nesta profissão, e é isso que o Adam tem – um coração enorme. Ele é a peça perfeita para nós.

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